Saudades... Palavra simples e tão cheia de um tudo doído, mas intenso... Sofro diariamente de “lonjura” e o misto de sentimento que povoa meu peito é infinito... Por vezes, fico furiosa por não ver-te e por vezes furiosa por ver-te tão longe de mim e tão perto de tantas outras gentes... Mas esse amor é sempre o mesmo, e cresce em mim como erva daninha que se espalha e se acomoda em cada vão de meu ser... Entre a erva, as flores nascem, e dão ainda mais aroma a esse sentimento que, de tão grande e puro, dá vazão a aromas nunca descobertos por meros mortais... Meu amor por ti cheira jasmim e menta... Odor ardido e fresco... E minha saudade apesar de doída colore meus passos e guia-me num firmamento azul, onde vez ou outra, eu acendo, para iluminar meu sono... Nos meus sonhos você existe e teu sorriso, tímido, enigmático, intenso, dá-me esperanças num amanhã que nem sei se existirá... Nossa interdependência me assusta, mas me alimenta e me faz crer que alguns seres foram sim, feitos, nascidos, predestinados, uns aos outros, marcados em neon nas almas, a fim de se encontrarem na Terra... Nunca fui tua, mas nasci contigo, e navego em tua alma todos os dias, passeando leve em tua poesia, tuas mãos que se encaixam nas minhas, teu olhar que sempre fugiu do meu... Não sei mais se resido em teu pensamento, mas sei que tua alma mora aqui, em mim... E no brilho dela, mesclado à luz da lua, aquela lua que um dia te dei, eu me axilo... E juntos, todos os dias, nascemos um no outro... Aqui, em mim, nesse amor infinito, que mesmo que nunca mais te encontre, viverá e morrerá perene... Ah, saudades!!!
Minhas Lonjuras ... ♥
Saudades... Palavra simples e tão cheia de um tudo doído, mas intenso... Sofro diariamente de “lonjura” e o misto de sentimento que povoa meu peito é infinito... Por vezes, fico furiosa por não ver-te e por vezes furiosa por ver-te tão longe de mim e tão perto de tantas outras gentes... Mas esse amor é sempre o mesmo, e cresce em mim como erva daninha que se espalha e se acomoda em cada vão de meu ser... Entre a erva, as flores nascem, e dão ainda mais aroma a esse sentimento que, de tão grande e puro, dá vazão a aromas nunca descobertos por meros mortais... Meu amor por ti cheira jasmim e menta... Odor ardido e fresco... E minha saudade apesar de doída colore meus passos e guia-me num firmamento azul, onde vez ou outra, eu acendo, para iluminar meu sono... Nos meus sonhos você existe e teu sorriso, tímido, enigmático, intenso, dá-me esperanças num amanhã que nem sei se existirá... Nossa interdependência me assusta, mas me alimenta e me faz crer que alguns seres foram sim, feitos, nascidos, predestinados, uns aos outros, marcados em neon nas almas, a fim de se encontrarem na Terra... Nunca fui tua, mas nasci contigo, e navego em tua alma todos os dias, passeando leve em tua poesia, tuas mãos que se encaixam nas minhas, teu olhar que sempre fugiu do meu... Não sei mais se resido em teu pensamento, mas sei que tua alma mora aqui, em mim... E no brilho dela, mesclado à luz da lua, aquela lua que um dia te dei, eu me axilo... E juntos, todos os dias, nascemos um no outro... Aqui, em mim, nesse amor infinito, que mesmo que nunca mais te encontre, viverá e morrerá perene... Ah, saudades!!!
Retratos velhos... e Flores ♥
No canto, um sofá...
No ar, apenas silêncio
e nessa morada fria
beirava-se a imensidão do nada
As luzes nunca se acendiam
e as janelas estavam enferrujadas
o cheiro era de ontem
e os dias estavam sem sol
nas paredes, retratos velhos
e nos armários, criavam-se pequenos monstros
Uma cama vazia
Um relógio sem pilha
Algumas trincas moravam no telhado
O verde do jardim havia ido...
O som da campainha nunca fora mais ouvido
E no meio dessa inerte cena
minha alma visitou o sótão dos meus dias
e não se entristeceu...
Percebeu que, mesmo assim,
na antessala de meus sonhos
ainda planto flores...
Jogue-se sem medo ♥
Plágio não é apenas crime
Desde pequenos
nossos pais insistem bravamente que é proibido roubar. É feio, é pecado, é
crime. Escutamos isso desde os primeiros passos, primeiras quedas, primeiras
conversas. Crescemos naquela certeza que, assim como nós, os preceitos de moral
e ética vão povoar nossas vidas e daqueles que nos cercam.
Já dizia um
pensador que quem rouba um tostão rouba um milhão. Há controvérsias. Digamos
que, no meio da diversidade das mentes humanas, vemos constantemente pessoas
que tem por hábito, ou por ignorância, dar graduações para o que se pode ou não
tomar posse. Para essas, não é permitido roubar um carro, mas é completamente
normal apossar-se de um sentimento. Sim, porque roubar um texto, uma poesia,
uma fotografia é tirar do autor, o que ele sentia naquele exato instante que
sua emoção brotou. Foi naquele texto, naquela imagem que colocou todas as
flores de seu coração para fora ou todas as lágrimas ancoradas em seus olhos, a
fim de disponibilizar arte aos seus semelhantes ou até a ele mesmo.
Desde quando é
permitido arrancar de alguém a alma? É na alma que nasce cada pequena linha,
cada pequeno “flash” de criatividade, de beleza, de riscos que formatam um
desenho, de ângulos sublimes de uma foto, ou de notas de uma canção.
Todos pensam
que escritores e artistas são pessoas nobres, célebres e que detêm a admiração
e simpatia do povo. Nem sempre. Quase nunca. A maioria dos poetas, escritores e
profissionais da arte são completamente anônimos, não vivem de seu talento,
alguns são odiados por sua ideologia, outros nunca foram vistos.
Pergunto,
portanto: porque alguém quer ser um deles?
No enfoque do
plagiador, ele não sabe fazer, mas quer ser admirado por algo tão belo.
Na visão do
artista, que respira sensibilidade e emoção, ninguém poderá ser ele mesmo.
Ninguém possui sua vida, sua essência, sua verdade, seu espírito ilustrado.
Atualmente com
a rapidez das informações “voando” pela Internet, assim como, com as redes
sociais que interligam em segundos, palavras e imagens, o plágio sentiu-se em
casa.
Modificar um
texto, recortar uma imagem, tirar a autoria de um “card” ou de uma música está
virando rotina e pode ser feito até por crianças. Crianças? Mas não são com
elas que começamos a ensinar o que é feio, é crime, é pecado? Elas estão em
todos os cantos da globosfera, clicando em cada link, aprendendo cada macete
disponibilizado por adultos mal formados e mal informados.
Somos
responsáveis por criar ou não mais plagiadores, precisamos buscar alternativas
que impeçam os imbecis adultos de hoje de se apoderarem de sentimentos alheios,
de corações onde nascem esperanças transcritas, imagens veladas de emoções,
poesias choradas à beira de travesseiros e de leitos hostis.
A pluralidade
da leitura é para todos, mas a unicidade de uma obra só pertence a quem a pariu. Plágio não é apenas crime. Ele fere, machuca,
ofende e desampara o verdadeiro dono.
Aplique-se a
lei. Corrija-se o homem. Brade-se pela justiça.
Não é preciso
muito. Faz-se necessário apenas, a esses indivíduos, retirar sua mediocridade
de cena e ter vergonha na cara! Ou podem ainda nascer de novo, quem sabe com
talento e dignidade dessa vez!
Sentido da vida... ♥
Qual é o sentido afinal? Estamos
aqui para crescer, aprender, amar? Há de se passar por esse mundo e tentar,
pelo menos tentar, mostrar a que viemos. Carros importados, relógios Patek
Philippe e sapatos Louboutin não nos melhoram em absolutamente nada. Só atingem
nosso fiel amigo Ego, logicamente. Mas o tempo urge, a hora é próxima e quando
chegar, vamos sós, almas nuas carregando apenas um grande pergaminho escrito por
nós mesmos, com todas as vírgulas, os atos mal pensados, o que de bom fizemos e
a injustiça que não bradamos. Quem quer ser mais não pode ser igual. Não podemos
nos tornar resumos, felpas, penugens. O diminutivo não nos cabe. Somos maiúsculos
e o nosso diferencial está cerzido no peito, na alma clara, nas mãos estendidas,
na leveza que nada atinge e no incondicional amor. A parte que nos cabe é
sermos essencialmente humanos. Só isso!
Ilusão ... ♥
Quisera
eu espalhar encantos
Cumular
de brilho vácuos vazios
Primar
por verbos, arrebatar prantos
Cerzir
as almas, divinos fios
Pudera
eu surpreender as mentes
Molhar
de verde as secas línguas
Espalhar
canções, bemol contente
Alagar
de riso alguma vida
Tentaria
eu mudar as criaturas
Vestir
bondade em seus bonés
Adoçar
seus pires com brandura
Encher
de chegadas os seus pés
Pediria
eu lavar a maldade
Inflar
de emoção corações trincados
Derramar
nas cuias, solidariedade
Fazer
dos seres, bem-amados...
Hei de ser
Predominantemente,
Luz,
Perdão,
Amor,
Gente...
Reconheça-me... ♥
No ar, sou o sabor da química
No mar, tua cor salina
No vento, sou a brisa quente
Na luz, teu som fluorescente
Na água, sou refrescância
Na terra, tua análoga dança
No amor, sou o desafio
Na dor, teu arrepio
No sol, sou a cor amarela
No chuva, tua cancela
No medo, sou a nova lágrima
Na coragem, tua doce adaga
No sono, sou a suave canção
No grito, tua fiel interjeição
No beco, sou a esquina
No silêncio, tua guia
No peito, sou tuas mil cores
Nos vãos, tuas nascentes flores
E se tens em ti tudo de mim
E nas coisas sou em tudo tua
Percebas meu amor imenso em ti
Minha alma no teu peito se
mistura...
Leveza ... ♥
Sentada à beira do caminho, fitei
o céu... Meu olhar estremeceu ao ver aquele clarão, que de tão azul, doía...
Porque não ouvimos o barulho do vento e estamos sempre atentos às magoas
recebidas? Que distração é essa que nos encarna e nos deixa reféns de não viver
os detalhes, os minutos, os suspiros? Há de se ter resiliência e evidenciar o
bem que nos ronda silencioso e perfeito. Buscar a leveza de todos os Sins
diários e a beleza das emoções que explodem a cada momento. A nobreza de SER é
árdua, mas vem bordada em nosso peito e pulsa numa cadência perfeita, como a
ação de respirar para o compasso de um canto. As lágrimas existem, mas sempre
secam e olhos secos enxergam melhor. Nas verdades, nos degraus e nas gavetas de
cada coração, sempre acharemos as saídas, assim como nos vãos, onde também
nascem flores...
Um amor para recordar ... ♥
Água Divina ♥
Chove...
E a chuva
apesar de triste, traz esperança, como tudo que vem do céu.
Uma
esperança tênue que tudo vai melhorar.
E eu
aguardo...
Espero na
chuva, a mesma sensação fresca de algo repentinamente bom.
Cada gota
traz uma letra, e cada letra uma canção.
Sons mudos
de uma alegria contida, tímida, invertida.
E como
guarda-chuva, eu me amparo nas beiras de minhas próprias calçadas, repletas de
chão duro, mas de janelas abertas.
Porque sei
que posso trancá-las, mas não quero...
Quero que a
luz de fora possa entrar e o ar de dentro possa fugir tranqüilo.
A maçaneta
da porta é como pensamento, impossível tocá-la, e isso faz com que nunca seja
usada.
Nas paredes,
lembranças...
Fotos, fatos
e versos nunca vistos, nunca sentidos, apenas observados na mais completa
resiliência.
E ainda chove...
As telhas, molhadas, transmitem toadas silenciosas, a fim de não acordar os
sonhos de ninguém.
Eles,
acordados ou não, são para sempre nossos, mas dormindo não nos assustam tanto.
As flores da
varanda dançam sutis no vento, buscando o eco de seu perfume.
O vento
canta desafinado, sem ritmo, e meus ouvidos riem de seu soar desajeitado.
Ele é
menino, ainda não sabe sua força e sua maravilhosa meiguice.
Mas traz
consigo medo e fascínio, rompendo barreiras, fertilizando os campos.
No varal,
não há nada... Assim como em minhas mãos, que buscam incessantemente estarem
repletas de mim mesma.
No telhado,
algumas goteiras enchem a sala de meu coração, mostrando que nem tudo depende
de mim.
Resta-me
apenas secar esse pranto e no chão que ficou úmido, plantar uma roseira. Com
novas pétalas, novo perfume, novos espinhos.
No portão a
chuva aperta. E assim, posso sentir seu cheiro e sua força. E é isso que
desperta meu coração para ver que eu sou uma equação divina, nunca desvendada, pouco
entendida, mas eternamente cheia de amor.
Por fim, a
chuva parou...
Fez seu
magnífico papel de conselheira, jogou sobre mim tudo que me faça ver, sentir,
viver...
E foi-se...
Em cima da
cama florida, nos aposentos de minha alma deixou um breve bilhete:
“Vim apenas
para molhar seu sorriso”
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